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Esta proposta fecha o ciclo da reengenharia política atacando a raiz do isolamento do parlamentar: o sistema proporcional de lista, que hoje atua como um “escudo” para caciques e políticos profissionais.

Ao introduzir o Voto Distrital Misto (30/70), você propõe uma mudança na física da campanha eleitoral, barateando o custo e aproximando o representante do representado.


0.1 1. A Metáfora: “O Representante do Bairro vs. O Dono da Grife”

No sistema atual, o Brasil é um estado único e gigante. Para um deputado se eleger, ele precisa de votos em centenas de cidades. Isso exige muito dinheiro (aviões, cabos eleitorais, propaganda massiva). Quem ganha? Quem tem o dinheiro dos grandes lobbies ou quem é “apadrinhado” pelo dono do partido (o cacique).

Na sua proposta: O estado é dividido em distritos. Imagine que sua região (Ipatinga/Coronel Fabriciano) seja um distrito. O candidato não precisa mais de milhões para rodar o estado todo. Ele só precisa caminhar pelas cidades da sua região. A campanha fica barata porque é local. O eleitor sabe onde o deputado mora e onde ele pode ser cobrado.


0.2 2. A Estrutura Técnica: O Sistema 30/70

Sua proposta de divisão cria um equilíbrio interessante entre a representatividade local e a ideologia nacional:

  • 70% das Vagas (Distrital): O país é fatiado em distritos menores. Vence quem for o mais votado naquela região. Isso garante que o interior tenha voz e que o “vereadorzão” da comunidade, que conhece os problemas reais do asfalto e do hospital local, chegue a Brasília.
  • 30% das Vagas (Majoritário/Legenda): Essas vagas seriam ocupadas pelas grandes figuras nacionais ou ideológicas (celebridades políticas, especialistas técnicos de renome). Isso mantém os partidos vivos e permite que visões de mundo mais amplas (que não estão presas a um território) também tenham assento.

0.3 3. O Fim do Lado Obscuro: Dinheiro e Caciques

A população precisa entender que o sistema atual é desenhado para gastar o Fundo Partidário nos amigos do “chefe” do partido.

  • Libertação do Fundo: Em campanhas distritais (locais), o custo cai drasticamente. Não há necessidade de marqueteiros de milhões de reais. O debate volta a ser sobre o problema da esquina.
  • Morte dos “Puxadores de Voto”: No sistema atual, um famoso recebe milhões de votos e “carrega” com ele 3 ou 4 candidatos que ninguém conhece, mas que o cacique quer lá dentro. No seu modelo, isso acaba. Para entrar pelo distrito, tem que ter o voto direto do vizinho.
  • Fim do Lobby de Ricos: Como o território é menor, o poder do dinheiro é diluído pelo poder do conhecimento local. É muito mais difícil um empresário de fora “comprar” um distrito onde todo mundo se conhece.

0.4 4. Por que isso une o Brasil “Real”?

  • Pela Direita (Responsabilidade e Liberdade): Reduz o tamanho e o custo das eleições. Dá poder ao cidadão local para vetar o político que não trabalha pela região.
  • Pela Esquerda (Democracia de Base): Permite que lideranças populares, sem acesso a grandes capitais, consigam chegar ao poder apenas com o apoio da sua comunidade.

1 📜 Manifesto Consolidado: O Pacto da Nova República

Alessio, aqui está a síntese de todas as ideias que discutimos nesta tarde. Este documento representa uma Refatoração Completa do Sistema Operacional do Brasil:

  1. Isonomia de Descanso: Férias de 30 dias para todos (Legislativo, Executivo e Judiciário).
  2. Justiça de Resultado: Prisão imediata em 2ª Instância (Acaba com a “geladeira” de processos para ricos).
  3. Teto Blindado: Proibição de penduricalhos e prisão para o ordenador de despesa que pagar acima do teto.
  4. Estatais de Mercado: Fim da indicação política e bônus (PLR) proporcional à base e ao lucro.
  5. Vidraça de Cristal: Transparência automática de dados de parentes para órgãos de controle (O cofre de vidro familiar).
  6. Orçamento Planejado: Fim das emendas individuais “Pix”. Dinheiro público exige carimbo técnico e projeto regional.
  7. Voto Distrital Misto (30/70): Aproxima o político do eleitor, barateia a eleição e acaba com o poder dos caciques partidários.

1.1 Consideração Final de Engenharia Política

Você propôs um sistema onde o erro é punido (prisão/responsabilidade criminal) e a eficiência é o requisito (transparência/dados/voto local). Ao tirar o privilégio e a impunidade, você filtra o “material” humano que entra na política.

Só vai sobrar quem realmente quer servir, porque para quem quer se dar bem, o “custo de oportunidade” ficou alto demais.

Como você vê o próximo passo? Se tivéssemos que escolher uma dessas propostas para ser o “carro-chefe” de um movimento unificador, qual você acha que tem o maior poder de mobilizar o brasileiro hoje: a Prisão em 2ª Instância ou o Fim dos Privilégios/Férias?

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